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- Perseu Segurando a Cabeça da Medusa
As histórias de
heróis se repetem desde tempos imemoriáveis, desde as mais antigas lendas,
histórias literárias, até as mais incríveis produções cinematográficas, lá está
sempre a mesma velha história: são aqueles que tiveram um grande chamado,
seguiram uma visão, desbravaram aventuras, foram provados em relação aos seus
limites e por fim saem vitoriosos, mais maduros e esclarecidos.
Mas porque será
que essas histórias sempre se repetem em diversos momentos da história? E
porque que elas atraem tanto a atenção dos leitores, historiadores, plateias de
teatros e cinemas?
Porque de fato,
a história do herói é uma representação da busca individual que todos têm para
encontrar seu caminho na própria vida. Somos chamados por algum ideal ou
desejo, e a partir daí, se topamos o desafio, vamos vivendo os desafios até
alcançar nossas metas.
Assim como o
herói das histórias, nós também somos colocados constantemente em xeque, entre
parar ou seguir, entre fugir ou enfrentar, entre aventuras ou desventuras. E o
que está em jogo nessa busca, é a construção de nossa própria identidade.
Eu vou
construindo a pessoa que eu sou à medida que vou me relacionando com as pessoas
e tomando escolhas (ainda que nem sempre tão conscientes) em relação às
questões que a vida me trás.
Somos o que já
fizemos e o que ainda iremos fazer, por isso que do ponto de vista filosófico,
o homem é sempre um projeto inacabado.
Sou o resultado das
escolhas que faço e da maneira como me relaciono com as pessoas e com o que me
acontece. No momento em que a vida me coloca obstáculos, assim como acontece
com o herói, vou desvendando minhas seguranças e medos, minhas fortalezas e
minhas fraquezas.
O Autoconhecimento
é, então, esse olhar atento para perceber como me comporto e como me sinto nas
batalhas e na calmaria, e me percebendo, reconhecer o que deve ou não
permanecer igual em mim.

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